Unidades de Perfuração Marítima

Image

Fonte: Fatos e Dados

Para a execução das atividades em campos marítimos, visto que a maior parte de nossas reservas de petróleo está no mar, são utilizadas sondas de perfuração flutuantes, que vem atingindo, a cada dia, profundidades maiores.

Essas plataformas, ou sondas de perfuração marítimas, são embarcações de aço, compostas por vários equipamentos que permitem a navegação, bem como a realização das operações em poços, além de alojamentos, refeitório, entre outros. Nas grandes sondas de perfuração se tem quase 200 pessoas embarcadas.

As sondas são utilizadas para a perfuração e manutenção dos poços já existentes, tanto os produtores de gás ou óleo quanto os injetores de água e/ou gás, que servem para aumentar a pressão nos reservatórios de petróleo e facilitar a extração.

As perfurações são feitas após a realização de uma série de estudos geológicos, geoquímicos e geofísicos, que indicam zonas promissoras e subsidiam estudos de trajetórias e/ou os melhores pontos para perfurá-las.

A parte mais visível de uma sonda de perfuração é a sua torre, onde ficam armazenados os tubos de perfuração, conhecidos pela sua denominação em inglês “drill pipes”, usados no dia a dia das operações. Esses tubos conduzem a broca, transmitindo-a por rotação, bem como o fluido de perfuração requerido para estabilizar as paredes do poço, e resfriar a broca.

Merecem destaque, entre as sondas marítimas de propriedade da Petrobras, a P-59 e a P-60. A construção dessas sondas representou importante marco para indústria naval brasileira, com a retomada da produção nacional desse tipo de unidade, já que há quase 30 anos não eram construídas no País plataformas autoeleváveis similares.

Tipos de sondas

As sondas flutuantes utilizadas no Brasil podem ser de três tipos: auto-elevável (que se apoia no fundo através de pernas), e as semissubmersível ou navios-sonda. As sondas tipo semissubmersível se subdividem em ancoradas, ou que precisam estar ancoradas para operar, e as que são de posicionamento dinâmico e não utilizam ancoras para operar. Todos os navios sondas em operação no Brasil são de posicionamento dinâmico.

Navio-sonda

É um navio projetado ou adaptado para perfuração de poços submarinos. Sua torre de perfuração localiza-se no centro da embarcação, onde uma abertura no casco permite a passagem da coluna de perfuração.

Os navios-sondas têm, assim como as semissubmersíveis, blowout-preventer (BOP), no fundo do mar. O BOP é um conjunto de válvulas de prevenção de blowout instalada no poço. Os navios-sonda podem ser ancorados com ou de posicionamento dinâmico. O sistema de posicionamento do navio-sonda é composto por sensores acústicos, propulsores e computadores, que anulam os efeitos do vendo, ondas e correntes que tendem a deslocar o navio de sua posição.

Image


Semissubmersíveis

As plataformas semissubmersíveis são compostas de uma estrutura de um ou mais conveses, apoiada por colunas em flutuadores submersos.

Essas plataformas pode ou não ter propulsão própria. De qualquer forma, apresentam grande mobilidade. Como os navios-sonda, podem ser ancoradas ou de posicionamento dinâmico.

Embora sejam bastante estáveis, também existe a necessidade de se compensar os movimentos da sonda, devido à ação das ondas, correntes e ventos, evitando a danificação dos equipamentos a serem descidos no poço.

Image


Autoeleváveis

Diferenciando-se das demais por possuir o BOP na superfície, são constituídas, basicamente, de uma balsa equipada com estrutura de apoio, ou pernas, que, acionadas mecânica ou hidraulicamente, movimentam-se para baixo até atingirem o fundo do mar. Em seguida, inicia-se a elevação da plataforma acima do nível da água, a uma altura segura e fora da ação das ondas.

As plataformas autoeleváveis tem sido preferidas nos campos com lâmina d’água de até 100m, embora existam autoeleváveis para maior lâmina d’água. Em geral, não possuem auto-propulsão e são rebocadas para a posição de perfuração.

Image


3 comentários em “Unidades de Perfuração Marítima

  • 04/10/2014 em 12:20
    Permalink

    Boa tarde achei muito bem colocado e porém mostrando logo após que aqui não é lugar para aventureiros que gostão de experimentar para ver se é bom mas para profissionais que sabem oquê estão fazendo pois tenho visto muitas indicações e logo em seguida acidentes não vou citar exêmplos mas acho que lugar de aprender é na escola e nos estágios que nem existem mais.

    Resposta
  • Pingback: Início da produção em Iracema Norte | TecPetro

Deixe seu comentário