Concurso Petrobras 2014

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Fonte: Folha Dirigida

Serão realizadas neste domingo, dia 7, as provas objetivas do concurso da Petrobrás para 663 vagas e formação de cadastro de reserva com até 6.762 aprovados em diferentes localidades do país. A seleção atraiu 310.893 inscritos, sendo 224.134 para os cargos de nível médio e médio/técnico e 86.759 para os de nível superior. Os exames serão aplicados em 36 cidades. Os assinantes da FOLHA DIRIGIDA Online podem conferir, nos anexos abaixo, simulado especial com 60 questões objetivas, preparado especialmente com o objetivo de permitir uma revisão final para os candidatos ao cargo de técnico de administração e controle. O arquivo dos gabaritos traz, além das opções assinaladas como corretas, a análise dos professores especializados sobre cada uma das questões.

Os locais e o horário das provas já podem ser consultados individualmente pelos inscritos no site da organizadora do concurso, a Fundação Cesgranrio. A recomendação é para que os candidatos cheguem aos locais designados com uma hora de antecedência para o início das provas, munidos do cartão de confirmação de inscrição, de documento de identidade original (com foto) e caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente. Além disso, para evitar atrasos especialistas recomendam aos candidatos conhecerem antecipadamente seus locais de prova e a identificarem os melhores trajetos, opções de transporte, tempo de deslocamento até o local, entre outros.

Relação candidato/vaga – Nesta quarta-feira, dia 3, a Petrobrás informou à FOLHA DIRIGIDA que não irá divulgar antes das provas a quantidade de inscritos por cargo/polo de trabalho no concurso. Segundo a empresa, estatisticamente, verificou-se que quando a relação candidato/vaga é divulgada antes das avaliações, a concorrência para determinado cargo/polo de trabalho faz aumentar o número de faltosos nas provas. “Não querendo contribuir como motivador desta atitude, que é prejudicial ao processo seletivo, a Petrobras se reserva ao direito de divulgar a relação de inscritos por cargo/polo apenas após a realização das provas”, informou a companhia.

Mesmo sem os dados oficiais, a expectativa é que o maior número de inscritos tenha se concentrado no cargo de técnico de administração e controle, cujo requisito é o ensino médio completo (não há exigência de formação técnica) e a remuneração inicial é de R$2.821,96. Para ele, são oferecidas 47 vagas e mais 473 chances para compor o cadastro, sendo 28 vagas e 252 posições em cadastro no Estado do Rio, distribuídas pelos polos Rio de Janeiro e Macaé. Para técnico de administração, as provas serão sobre Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa e Matemática) e Conhecimentos Específicos (Processos Administrativos e Legislação, Logística e Contabilidade e Noções de Informática). Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos metade dos pontos de Conhecimentos Básicos, com nota diferente de zero em cada disciplina, e metade dos pontos de Conhecimentos Específicos.

Os gabaritos preliminares estão previstos para a próxima segunda-feira, dia 8, e poderão ser conferidos no site da FOLHA DIRIGIDA tão logo estejam disponíveis. O resultado final deverá ser divulgado em 20 de janeiro do ano que vem (com exceção de técnico de perfuração e poços júnior, programado para 12 de fevereiro) e terá validade de seis meses, podendo dobrar.

Cartão: acesse AQUI

Não divulgação da relação c/v é alvo de críticas

A decisão da Petrobrás de não divulgar a relação candidato/vaga do concurso antes das provas de domingo desagradou candidatos e especialistas ouvidos pela FOLHA DIRIGIDA. A postura foi tratada como falta de transparência, apesar da alegada desmotivação de parte dos candidatos frente à demanda elevada de alguns cargos ter divido opiniões. A polêmica poderá fazer com que a obrigatoriedade da divulgação desses dados antes das provas seja incluída na proposta de Lei Geral dos Concursos que está em análise no Congresso Nacional.

O candidato Vinícius Moreira, de 33 anos, acredita que a medida tira a clareza da disputa. “A gente vai fazer as provas sem ter ideia do que estamos enfrentando”, criticou. Concorrente ao cargo de enfermeiro do trabalho no polo de Macaé, que tem oferta de apenas uma vaga e mais 14 chances em cadastro, ele discordou que o conhecimento da demanda faça aumentar o número de faltosos nas provas. “Quanto mais concorrido, mais as pessoas se preparam para enfrentar as provas. Quem se inscreve e se prepara faz as provas”, disse o candidato, para quem as faltas ocorrem por outros motivos. Conheço gente que já faltou porque não conseguiu trocar o plantão ou teve algum problema pessoal”. Já o candidato ao cargo de administrador também do polo Macaé (duas vagas e mais 32 em cadastro), Jairo Siqueira, de 36 anos, admitiu que prefere não ficar sabendo a relação candidato/vaga do concurso. Ainda assim considerou que a empresa deveria sim divulgar a informação antes dos exames. “É um direito do candidato”, avaliou.

O presidente da Associação Nacional dos Concurseiros (Andacon), Guto Bello, afirmou que a associação não concorda com a postura da Petrobrás e que, na medida do possível, todas as fases do concurso devem ser transparentes. “O argumento de que há candidatos que desistem do concurso por conta da concorrência só reforça a importância da informação para os candidatos. Isso em nada prejudicaria a empresa ou o certame”, observou. Bello disse que a Andacon defende o direito dos candidatos terem acesso à essa informação, embora não considere a postergação um ato muito grave, e que tomará providências para incluir a obrigatoriedade de divulgação desses dados no Projeto de Lei 252/2003, do Senado, que segundo ele tem tramitação mais adiantada no Congresso. O projeto está sendo analisado em conjunto com outros que visam o estabelecimento de um Lei Geral dos Concursos.

Atualmente, não há nenhum dispositivo legal que discipline a divulgação da relação candidato/vaga nos concurso federais. O advogado Fábio Ximenes, membro da comissão de concursos da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF), reconheceu que, de fato, não há ilegalidade na estratégia da Petrobrás, mas ela pode ser considerada antiética. “O ato pode ser chamado de omissivo. É possível enquadrar o ato omissivo como violador do princípio da moralidade administrativa previsto no Artigo 37 da Constituição Federal. Ademais o ato omissivo fere o princípio da transparência administrativa”, explicou. Segundo Ximenes, para tentar reverter o caso a solução seria denunciar o fato ao Ministério Público e também ao Tribunal de Contas da União (TCU). Já para Guto Bello, da Andacon, é possível até mesmo um mandado de segurança para solicitar a informação. “A depender do número de interessados, a Andacon pode ingressar com uma ação coletiva”, disse ele, orientando, para isso, que os interessados filiem-se à entidade.

Outras críticas – O enfermeiro do trabalho Vinícius Monteiro reclamou também do fato de apenas os candidatos aos cargos de nível médio poderem realizar as provas nas cidades em que residem, conforme comunicado divulgado no dia 14 do mês passado. “Eles beneficiam uns e outros não”, protestou ele, que fará as provas em Macaé/RJ, a cerca de 100 quilômetros de Campos dos Goytacazes/RJ, onde reside. “Isso gera gastos, mais cansaço físico e também mental.” O assunto foi tema ainda de outra reclamação do administrador Jairo Siqueira. “Deveriam ter divulgado os locais de prova há mais tempo. Quatro dias é muito pouco. Eu moro até relativamente perto do meu local de prova, mas tem gente que vem de outros estados. O ideal seria de 15 a 20 dias antes”, disse ele, que assim como Vinícius, mora em Campos e fará as provas em Macaé.

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